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A Vida na Maçonaria
e a Maçonaria na Vida
Ir.: Lúcio Marino Garcia Pacheco
ARLS Amor e Humanidade - Bom Jesus/RS
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Cassard definiu a maçonaria como "a ciência de todas as religiões". Hoje a aceitamos como "um sistema de moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos".
Muitos ao procurar explicar os primórdios da maçonaria perdem-se em teorias, o que, no meu entender, nada provam; procuram os ditos maçonólogos relacioná-la a todo e qualquer ocultismo, ao seu bel prazer.
Outros, se valem das sociedades secretas dos antigos construtores, as quais, hoje conmpreendemos, eram secretas pelo temor de serem vítimas de pródigos príncipes medievais, os quais invejavam o então progresso econômico de seus membros.
Creio que o nosso maior objetivo aqui não se prende à difícil compreensão das diversas escolas de pensamento maçônico, mas sim, de forma consciente e imparcial, fazer uma nova reflexão sobre esta escola iniciática, também conhecida por Arte Real; no dizer de alguns, a mais nobre das instituições.
Como todos têm conhecimento, vivenciamos hoje a denominada maçonaria especulativa, ou seja, buscamos a verdade, especulamos esta mesma verdade; não queremos afirmar, contudo, que alguém neste plano existencial tenha encontrado a verdade absoluta, também conhecida por razão.
Retirando nossos segredos, também conhecidos por nossos augustos mistérios, os quais nada mais são que alegorias e símbolos, e estes, por sua vez, segundo entendemos, visam proteger nossos conhecimentos, conhecimentos, aliás, sabemos nós, dominados por muitos não maçons, logicamente dentro se suas concepções; a ciência maçônica se a examinrmos com toda a atenção, diferencia das demais por admitir um universo de pensamentos, um universo de concepções sobre este ou aquele assunto, sempre procurando semear em seus iniciados a semente da tolerância para que assim haja a possibilidade de convivência entre os desiguais.
Aqui esá a chave de tudo - CONVIVÊNCIA ENTRE OS DESIGUAIS - Será que em algum segmento social, seja ele qual for, do mais rudimentar ao mais nobre, há possibilidade de convivência pacífica entre os desiguais? Pessoalmente, responderia tal questão indicando a doutrina conciliadora pregada pela maçonaria. Efetivamente, a convivência maçônica, por vezes, é conturbada, porém, se se procura o verdadeiro espírito de tal doutrina, sem dúvida, vamos compreender o seu objetivo primeiro - O CONVÍVIO FRATERNO.
"Ó QUÃO BOM E QUÃO SUAVE QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO...".
Por intermédio da união fraternal proposta pela nossa ordem, os desiguais vão, aos poucos, conciliando suas teorias visando um entendimento verdadeiro, um entendimento duradouro; devagar seus integrantes começam a refletir sobre o ponto de vista um do outro e, muitas vezes, enxergam o óbvio por um outro ângulo.
Sinceramente, devemos acreditar que os homens aqui reunidos, sabidamente que nem todos brindados com as mesmas oportunidades lá no mundo profano, conseguem convergir para um mesmo fim. No momento em que todos aqui dentro forem valorizados pelos seus dotes pessoais, sem que lhes sejam exigidos atributos que não tiveram a oportunidade de conquistar, com certeza, ficaríamos mais perto de uma sociedade perfeita, onde o resultado da soma das individualidades seria o bem comum. E que outro objetivo tem a Maçonaria?
Observe-se que bela oportunidade a Arte Real nos dá para um verdadeiro crescimento. A ordem maçônica realmente é vida, já que a vida é servir.
Às vezes, penso que a maçonaria enfeitiça os seus membros, já que ela tem sempre algo a ser descoberto. Sempre alguma coisa faltou dizer; sempre alguma coisa faltou ouvir; sempre alguma coisa faltou pesquisar; e, sempre alguma coisa faltou fazer.
O maior mistério na Ordem, creio, é ela não ter mistério; é por demais simples e, por isso, torna-se tão complexa. Se refletirmos bem, assim é a vida.
Muito embora o maior objetivo da Ordem Maçônica seja colocar todos os seus iniciados nos mesmo patamar, algumas arestas da pedra bruta da imperfeição, sejam, a vaidade, o orgulho, a ignorância, a intolerância etc, tumultuam este salutar processo, no entando, com resignação devemos começar tudo de novo na esperança que um dia, quiçá, a vida apreenda com a maçonaria e esta com a vida.
A fé em um ente supremo pregado pela Ordem é outra situação fantástica, ou seja, ela não encaminha seus membros para um determinado deus; ela, mais uma vez, procura conciliar em suas fileiras as mais variadas crenças, certamente com o objetivo de mostar ao homem que o princípio criador é um só, porém, devem ser respeitados todos os ângulos de pensamentos das criaturas, para, pacientemente, mostar a todos que a verdade é uma só e nos compete procurar descobri-la da melhor forma.
Acredito, outrossim, que o fanatismo nada mais é que um atalho objetivado pela intolerância humana, visando justificar o fracasso daquele que ousou pensar ser Deus. E quanta desgraça temos observado por ações realizadas em seu nome.
Com estas rápidas anotações não tive outro objetivo senão incitar os irmãos à reflexão de uma maçonaria melhor para todos.
Que o Grande Arquiteto do Universo, assim foi convencionado tratar o Criador, derrame sobre toda a humanidade as suas bênçãos de paz, amor e saúde, para que um dia possamos bem entender nossa verdadeira missão neste plano - FRATERNIDADE - o verdadeiro caminho da existência digna.
Ir.´. Lúcio Marino Garcia Pacheco - ARLS Amor e Humanidade - Oriente de Bom Jesus (RS).
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