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Alessandro Felipim A.'.M.'.
Loja Estrela Lindoiense - Águas de Lindóia
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O objetivo da Franco-Maçonaria é formar pensadores e sábios, elevando acima da condição comum os seus contemporâneos, ao mesmo tempo por seleção e por iniciação.
Um Franco-Maçom, Ragon, que mostrou o simbolismo das cerimônias maçônicas e sua relação com as cerimônias antigas, diz muito bem:
"O segredo da Franco-Maçonaria é, por sua própria natureza, inviolável; porque o Maçom que o conhece não pode ter adivinhado. Descobriu frequentando Lojas instruídas, observando, comparando, julgando.
Uma vez descoberto este segredo, guardará o golpe seguro por si mesmo, e não comunicará mesmo ao seu irmão no qual deposite mais confiança; porque, desde de que este não foi capaz de fazer esta descoberta, também é incapaz de tirar partido do segredo, se o recebesse oralmente."
Restam, pois, as palavras de passe, os sinais de reconhecimento que não deveriam, entretanto, ser um fim, porém um meio. Eles representam um simbolismo que poderiam conduzir para certos conhecimentos, mas precisaria que os Franco-Maçons fossem esclarecidos sobre este ponto. E não são discursos do gênero daqueles que reproduzimos que poderão servir-lhe de guia. Além disso, muitos não se importam e o ensinamento que é preciso vir, fica para eles como um letra morta.
Certamente, o grande segredo é fazer-se, tornar-se tal como a nossa evolução necessita, fazer da pedra bruta a pedra talhada útil ao edifício.
Mas este trabalho, que cada um deve fazer por si mesmo, fará adquirir ao Adepto forças psíquicas e dotá-lo-á também de faculdades insuspeitas.
Aquele que obteve um aperfeiçoamento sente as misteriosas harmonias das esferas superiores; junta-se a estas harmonias; compreende que elas não podem ter sido formadas nem por acaso nem sem um fim. Aquele que sobe a estas alturas conceberá a existência de Deus e dos Ciclos que presidem a todas as evoluções, seja a dos astros, seja a nossa. Adivinhará a sobrevivência da alma porque ela é necessária à harmonia e à justiça.
Tal é o segredo, e o segredo não pode ser comunicado por uma só palavra, por uma cerimônia vinda sem direção, pois que o simbolismo foi alterado e, além disso, não foi comentado. E é preciso que o iniciado se coloque em estado físico e moral em que esta revelação poderá ser feita. Este segredo resulta de uma iluminação última que se merece.
Certamente, os centros iniciáticos, os agrupamentos verdadeiramente formados, visando procurar a Luz, podem colocar o iniciado sobre a senda, mas, uma vez que chega a um certo estado de evolução, tem o dever de deixar-se colocar por si mesmo em comunicação com os planos superiores.
Mas isto não é a Franco-Maçonaria materialista, cujo segredo lhe escapa, e mostra, entretanto, esta Estrela Flamejante que ficou seu símbolo. Esta estrela é o homem, munido de todos os seus poderes que lhe permitem adquirir pelo desenvolvimento de suas faculdades psíquicas e por seu acordo com as forças superiores. Chegando a este estado de perfeição, o ser humano irradia em torno de si e sobre os outros todas as forças benéficas, das quais se tornou senhor; pode abrir seu coração a tudo que sofre e irradiar seus benefícios.
O que o espírito pode imaginar de mais maravilhoso é o que seria a humanidade se uma semelhante concepção fosse espalhada em todos os lugares, assim como deveria ser.
Todos os seres humanos, senhores de si mesmo e possuidores do máximo de poderes, dirigindo-os para o bem, cada um segundo os surtos de sua natureza purificada; todas as paixões egoístas e bestiais dominadas e submetidas à bondade. Diante deste imenso espetáculo, o coração se funde e se une a isto que os Sábios antigos chamavam tão justamente a musica das esferas, porque o silêncio harmonioso tem alguma coisa de musical, na expansão da vida, entregue, enfim, às Leis divinas.
Tal seria a humanidade se, pelo desenvolvimento individual, chegasse a criar unidades rítmicas que se uniriam segundo um ritmo voluntário para formar uma sociedade ou, como nas fraternidades pitagóricas, tudo estaria em todos, onde as forças de cada um pertenceriam não a um, mas àquele que sofre, àquele que é fraco. Então o mal seria vencido. E esta bela noite, preparadora de uma aurora mais maravilhosa ainda, anunciaria ao iniciado a chegada do Sol perfeito.
Texto extraído do livro "A ciência secreta", vol. II, Ed. Pensamento, de H. Durville.
Contribuição do Ir.'. Elmo A. Alves
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